sábado, 7 de abril de 2007

Observatório da imprensa - Pedofilia e suicídios na telinha.


Calar sobre suicídios
Não sustento que a TV tenha culpa em coisa alguma e muito menos defendo a censura. Contudo, questiono a validade de fazer tal programa. Os jovens suicidam-se em números crescentes e alarmantes, de acordo com dados das últimas pesquisas divulgadas pela Unesco. No Brasil, o quadro é o mesmo.
Em segunda análise, a mídia tem adotado uma postura universal acerca da divulgação de suicídios. O caso mais notório e que, supõe-se, pode ter, conscientemente ou não, gerado tal posicionamento, foi a divulgação, em certa época, de pessoas que pulavam da Torre Eiffel.
Quanto mais o Monde publicava cada novo caso, no dia seguinte outra pessoa repetia a dose. Até que o jornal resolveu calar-se. Foi interrompida a série de mortes.


Aula 9 - 16-03-07 - Últimas apresentações de O corpo fala.



Citando um pequeno exemplo para que fique fácil de entender.
A águia (cabeça), simboliza o sentimento da amizade.
O leão (tórax), simboliza o sentimento do amor.
O boi (estômago), simboliza o sentimento de desejo sexual.
Então com esse exemplo, é claro que podemos perceber que para um relacionamento ser 100%, teriam todos que estar 100% com a águia, o leão e o boi. Mas nem sempre é assim.
Muitas pessoas tem o LEÃO, o BOI, mas não tem a águia... isso significa que são apaixonados, se entendem sexualmente mas não tem amizade, não têm assunto.
Ou então tem a ÁGUIA grande, e o LEÃO pequeno. Simboliza uma pequena atração da parte dos dois, referente a uma amizade. As vezes até uma paixão por um amigo.


Aula 8 - 12-03-07 - Continuação da apresentação de O corpo fala


Apresentação de uns trabalhos hoje também foram bons, o capitulo 9 (imagem dos balões), falava sobre a percepção das pessoas. Quando ela está ligada no assunto ou não. Interessante D+ tbm, a simulação foi de um jogo de truco, onde apenas 2 estavam entendendo o que se passava. Uma delas estava totalmente "offline", apenas preocupada com o cigarro e o mp3, a outra estava entendendo a mensgem que se passava totalmente errada.

Observatório da Imprensa - Jornalista mexicano vai fundo na sujeira


O mexicano José "Pepe" Martínez, 50 anos, 30 de jornalismo, não se faz de vítima, aceita resignado o fardo como parte do seu trabalho, mas ainda se diz incomodado – algo inquieto – com sua condição de um dos 50 jornalistas mais ameaçados do mundo, segundo relatório compilado pelo Departamento de Estado americano: até mesmo nas mais comezinhas atividades cotidianas – comprar pão e leite, pegar o jornal na banca da esquina, levar as filhas para a escola, "desayunar con los cuates" (lauto e longo café da manhã com amigos, típico do México) – ele é sempre vigiado por quatro guaruras (guarda-costas) da Procuradoria Geral da República, que, a uma distância discreta, dentro de peruas blindadas, garantem, bem armados, sua segurança e a de sua família, dia e noite.
Foi ele próprio, Martínez, autor de sete livros de denúncias sobre a corrupção e as arbitrariedades do poder político mexicano (200 mil exemplares vendidos), quem pediu essa proteção às autoridades, cansado e atemorizado pelas constantes ameaças à sua vida por haver se transformado, ao longo dos últimos vinte anos, no mais sério e respeitado jornalista investigativo do país.
Nesta entrevista ao Observatório da Imprensa, ele diz que a pressão hoje diminuiu, os telefones não estão mais grampeados, já pode sair à rua com certa tranqüilidade, mas as angústias devem se intensificar de novo, em maio próximo, com a publicação do seu oitavo livro, agora sobre as misérias do jornalismo mundial, com destaque para o mexicano.
Martínez visitou há pouco São Paulo e Rio para sondar o interesse de editoras brasileiras na publicação do livro que consolidou de vez sua reputação – a biografia não-autorizada do magnata mexicano Carlos Slim (Carlos Slim. Un retrato inédito, Oceano, México, 2002). Seu personagem é o homem mais rico da América Latina, dono da América Móvil e das companhias brasileiras de telecomunicações Embratel e Claro, mas que não lhe rendeu dissabores maiores – pelo menos quanto a riscos de vida.
Este não se trata de um livro de apologia ou adulação ao homem de negócios mais poderoso do país, ao contrário: não poupa críticas aos métodos de trabalho de Slim, envolvido num dos grandes escândalos dos últimos anos no México: a forma como ele, graças à sua amizade com o ex-presidente Carlos Salinas de Gortari, teria sido favorecido na compra da empresa estatal Telmex.
Slim, que leu o livro já escrito e editado, pronto para ser impresso, só chiou sobre o prefácio, duríssimo, de autoria de outro jornalista de prestígio, Carlos Ramírez, e conseguiu, pressionando aqui e ali, removê-lo do livro de mais de 100 mil exemplares vendidos e seguidas reedições, incluindo traduções a outros idiomas (filho de imigrantes libaneses, ele facilitou a circulação da obra em países árabes).
Quando traduzido ao português, terá um capítulo de atualização sobre os investimentos do empresário mexicano no Brasil: 1 bilhão de dólares em setores pesados, como ferrovias, rodovias, aeronáutica, além de mais recursos na rede de telecomunicações que vem montando no país.

Aula 7 - 09-03-07 - Continuação das apresentaçãos de O corpo fala


A imagem acima ilustra a apresentação de um dos capítulos, onde mostrava os conceitos antigos, como se conquistava uma mulher dando flores, brigas na festa por causa da mesma mulher. Muito interessante.

Aula 6 - 05-03-07 - Apresentação do trabalho O CORPO FALA

Capitulos 2, 3, 4 e 5.

Capítulo 2 - OS SÍMBOLOS
Símbolos, ferramentas da mente. Um símbolo antigo dá-nos a estrutura psicossomática do homem e da linguagem do nosso corpo. - Vamos conhecer o boi oferecendo-lhe um prato de bolo. - O leão que estufa e encolhe. - A águia de motocicleta. - Primeiro contacto do leitor com a evidência de um conflito entre duas expressões corporais simultâneas, mas opostas!
CAPÍTULO 3 - PERCEBER EM VEZ DE OLHAR
Não só o latim é língua morta, a linguagem do corpo também, se apenas estudada em livro.Hoje dominamos (bem, razoavelmente ou mais ou menos; depende) o inglÊs, alemão, francÊs e o português, o que por sua vez permite arriscar o espanhol e adivinhar parcialmente o sentido de um parágrafo simples em italiano, ou até mesmo uma legenda de fotografia em holandês. Mas não nos peçam para decifrar uma inscrição latina!Ninguém consegue a percepção fluente de uma língua se apenas a estuda em livros. Mesmo que se tratando de única lingua universal; mesmo que, inconscientemente, todos nós nos expressemos por seu intermédio. Certo, conhecemos alguma coisa, sabemos distinguir entre rosto zangado e o alegre, a bofetada e a carícia.
CAPÍTULO 4 - Análise de um sorriso
Na prórpia cabeça temos representados os três animais:O boi, representado pela boca por onde entram os alimentos.O leão, representado pelo nariz onde entra o oxigênio para os pulmões.A águia, representada pelos olhos que são o espelho da mente.Vimos nessa aula, a expressão de cada tipo de sorriso, quando é sincero ou quando é irônico, entre outras diversas formas de sorrir.
CAPÍTULO 5 - Harmonia e Desarmonia
Onde entra um breve estudo para piano, a dois dedos só. - O leitor já percebeu a temática da discordância do sorriso, a do piano é de oito versus nove! - O homem está psicofisiologicamente "afinado" para sentir isso na música, por que não na linguagem do corpo ?Vimos nessa aula como o som pode ser harmônico e desarmônico. Mesmo sendo as mesmas letras, em rítmos diferentes, podemos notar a diferença e o cansasso ao ouvido.

Observatório da imprensa - CPI DOS CORREIOS, UM ANO


A imprensa não se saiu muito bem na quinta-feira (5/4) na comemoração do primeiro aniversário do relatório da famosa CPI dos Correios. A mais importante CPI desde a derrubada de Collor foi lembrada de maneira quase envergonhada pelos principais jornais.
A Folha de S.Paulo lavou a honra da mídia ao mostrar num editorial as semelhanças entre os procedimentos no Congresso em 2005 e os de agora. O Estado de S.Paulo fez uma entrevistinha com Osmar Serraglio, ex-relator da CPI, hoje primeiro-secretário da Câmara, que lembrou por dever de oficio os 124 indiciamentos pedidos pela CPI e agora confirmados pela Polícia Federal. Mas Serraglio foi obrigado a admitir que nada, nada aconteceu no intervalo de 365 dias. "A justiça é lenta", explicou, resignado.
A nossa mídia, porém, nada tem de lenta – ao contrário, é ágil. Em compensação, é monotemática e monocórdia.
Absorvida integralmente pela tensão da crise aérea na véspera de um feriadão, nossa imprensa demonstrou mais uma vez que só tem ânimo para uma grande cobertura de cada vez. O resto fica diluído ou simplesmente evapora.
A culpa certamente não é do cidadão brasileiro que tem a capacidade de acompanhar e interessar-se por tantas telenovelas ao mesmo tempo. A culpa deve ser dos enredos repetitivos. Ou então dos velhos personagens que não conseguem sair de cena.